Deus como nosso Pai, nós como filhos.

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“Entretanto, tu és o nosso Pai. Abraão não nos conhece e Israel nos ignora; tu, Senhor, és o nosso Pai, e desde a antiguidade te chamas nosso Redentor.” (Isaías 63:16 NVI)

“…um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos.” (Efésios 4:6 NVI)

Vimos que, no domingo do dia dos pais, foi falado muito a respeito da paternidade e de toda a responsabilidade que o pai tem sobre a família. Mas o que quero abordar nesse texto é sobre a nossa responsabilidade como filhos, a forma de como temos confiado em Deus como pai e de como temos observado seus atributos em nossa vida.

A figura de pai que o Senhor exerce sobre nós é impressionante. Muitas vezes deixamos de observar os atributos dEle e, por isso, deixamos de observá-lo como pai, servindo-o mais como Senhor e deixando a intimidade de pai e filho um tanto anulada.

O texto inicial nos mostra a figura paterna de Deus. Então, o que tem nos impedido de notar essa figura de um pai que verdadeiramente existe em nossas vidas?

Diante desta dificuldade, que muitas vezes nos atrapalha de chegar mais perto dEle, gostaria de tratar de 5 atributos que esclarecem a figura de Deus como pai.

  1. Fidelidade: Acreditar em sua fidelidade pode não ser fácil em momentos tortuosos da nossa vida. Parece que as dificuldades são como muros que nos impedem de ver além do físico, que nos impedem de ver o sobrenatural de Deus em nossas vidas. Em II Timóteo 2:13 notamos que esse atributo é essencial ao Seu ser; Ser um Deus infiel seria agir opostamente à Sua natureza. A fidelidade é uma gloriosa perfeição do seu ser.
  1. Bondade: Outro atributo que está intrinsecamente ligado a Ele, é a bondade. Não tem como pensarmos num Deus, em sua figura paterna, sendo mal para os seus filhos. O livro de Salmos está cheio de referências a bondade de Deus, como por exemplo, o Salmo 138. Outra passagem que mostra sua bondade está em Lucas 11:11.

Para Thomas Manton “Ele é essencialmente bom, bom em Si próprio, o que nada mais é; pois todas as criaturas só são boas pela participação e comunicação da parte de Deus. Ele é essencialmente bom; não somente bom, mas é a própria bondade: na criatura, a bondade é uma qualidade acrescentada; em Deus, é Sua essência. Ele é infinitamente bom; na criatura a bondade é uma gota apenas, mas em Deus há um oceano infinito ou um infinito ajuntamento de bondade. Ele é eterna e imutavelmente bom, porquanto Ele não pode ser menos bom do que é; como não se pode fazer nenhum acréscimo a Ele, assim também não se Lhe pode fazer nenhuma subtração”.

Em Salmos 34:8 somos, de certa forma, desafiados a provar de Sua bondade para percebermos o quão é feliz o homem que o teme e deposita sua confiança nEle.

  1. Aceitação de um pai: Todos os filhos têm a necessidade de se sentirem amados, aprovados e aceitos pelo seu pai. Isso é natural, não há outra forma de percebermos a paternidade senão através da aceitação do nosso Pai. Diante disso, que melhor forma podemos destacar ante da figura paterna de Deus?

Deus Pai nos chamou através de Jesus. Essa é a boa notícia! Nos aceitou de forma a providenciar seu filho para o perdão dos nossos pecados, por meio sua morte na cruz. “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” 1 João 4:10.

  1. Atenção: Em todo tempo Deus tem sido atento aos seus filhos. Por mais que momento e situações pareçam dizer o contrário, Ele tem cuidado de nós. Com todos os atributos interligados podemos perceber que os olhos do Pai sempre estarão fitos nos seus filhos. Quando não obtemos respostas, não é por culpa dEle, pois há tempo para tudo (Ec. 3:3), e não há ninguém mais conhecedor do tempo do que o nosso Pai. Por isso devemos lançar sobre Ele as nossas preocupações. Lemos em I Pedro 5:7: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”.
  1. Autoridade: Entender a autoridade, praticarmos a obediência e nos sujeitarmos a Ele são papéis fundamentais para que reconheçamos Deus como nosso pai. Ser submisso não é somente demonstrarmos uma obediência externa. A submissão não está ligada somente a fatores externos, mas também na aceitação daquilo que Ele, como pai, tem planejado para nós. Quando um pai exerce sua autoridade sobre os seus filhos a intenção é tratar, santificar, corrigir e fazer com que a intimidade e obediência façam parte do nosso dia-a-dia. Seus pensamentos são bons para o seu povo. Tudo, que provém de Deus, que nos ocorra, é para o nosso crescimento. Prova disso é o que Ele disse ao líderes que haviam sido deportados para a Babilônia, em Jeremias 29:11: “Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês”, diz o Senhor, “planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.”

Portanto, lembrem-se que Deus, além de nosso Senhor, é nosso Pai, um pai fiel, bondoso, que nos aceita e nos ama, que cuida de nós e que tem autoridade sobre nós, como filhos. Sirva-o como Senhor, mas ame-o e tenha intimidade com Ele como Pai, o “Pai nosso, que estás no céu”.

Por: Thiago Adail (Adaptado do texto Paternidade de Deus, de Marcelo Navarro).

Comentários (2)

  1. Brunno Santana diz

    Gostei do texto. Muitas verdades que estão escritas. Parabéns!

  2. eduardo diz

    Aceitação de um pai: Todos os filhos têm a necessidade de se sentirem amados, aprovados e aceitos pelo seu pai. Isso é natural, não há outra forma de percebermos a paternidade senão através da aceitação do nosso Pai. Diante disso, que melhor forma podemos destacar ante da figura paterna de Deus?

    Deus Pai nos chamou através de Jesus. Essa é a boa notícia! Nos aceitou de forma a providenciar seu filho para o perdão dos nossos pecados, por meio sua morte na cruz. “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.”

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